terça-feira, 1 de maio de 2012

Carta de Amor!


Carta de Amor! --- Abril 1969



Querida, sendo a saúde a base fundamental para o bem-estar da humanidade, desejo sinceramente que ao receberes estas palavras, poucas, mas repletas de uma saudade e Amor intensos, te encontres de perfeita e feliz saúde.

Mais uma vez, aqui estou para te dizer palavras e frases que te elucidam sobre os meus sentimentos. É que eu, receio que assim que me despeça de ti e que te vire as costas, já não te recordes das minhas palavras, que na realidade, apenas exprimem o forte sentimento que me vai na alma. Já te disse que te amo? Hoje e nesta missiva, ainda não. Pois, cá vai! Amo-te à loucura e podes crer, que todas as palavras, abraços, beijos e carinhos que te dispenso durante os nossos breves encontros, são-te dispensados com uma Sinceridade, Ternura, Carinho e Amor do tamanho do Universo. Sê a minha Julieta e eu serei o teu Romeu, mesmo que não sejam esses os nossos nomes. Deixa-me amar-te como nunca amei ninguém e ama-me como nunca amas-te alguém. Deixa-me ser o teu mundo, como tu és o meu.

Só te vejo um dia por semana, aos Domingos, pois a minha vida de pescador marítimo não me permite outra folga, mas acredita que penso em ti quando acordo, trago-te no pensamento quando estou a trabalhar e sonho contigo quando estou a dormir. Tu, sempre tu, és a minha única obsessão. Vivo obcecado pela tua bela imagem, pela tua doce voz, pela tua presença, pela tua ternura, pelos teus abraços, beijos e carinhos. Começo a sentir saudades ainda na tua companhia, quando olho para o relógio e dou conta, que está quase na hora de sair da tua presença física. Sim querida, física, porque no meu pensamento, tu estás sempre presente. Ao entrar no autocarro, levo-te comigo no coração. Por vezes, perguntas-me se te amo de verdade e eu peço-te para olhares para os meus olhos. É que os meus olhos não mentem. Digo-te sempre, que quando duvidares das minhas palavras, procures os meus olhos e neles verás a sinceridade dos meus pensamentos.

Não sei mentir com a minha boca, muito menos, com os meus olhos.

Neles, verás com transparência como em águas límpidas, a sinceridade e a intensidade dos meus sentimentos. Dizes, que gostas imenso dos meus olhos e do olhar que pouso em ti. Então peço-te, confia neles. Nunca fugirei à verdade, porque a sinceridade faz parte da minha maneira de ser.

Quando me encontro na tua companhia, sinto-me o homem mais feliz e afortunado do mundo. Deixo de ver tudo o que nos rodeia, pois nesses momentos só tenho olhos para ti. Podemos até, estar perante uma maravilha da Natureza, que eu não a verei. Tu és a minha maravilha. Daquelas que quando se vê, nos surpreende e nos corta a respiração. Tudo à volta de nós, não passam de paisagens com que a natureza nos gratificou. As imagens dessas paisagens podem mudar, consoante as estações do ano. Já que falamos das estações do ano, sabes da qual gosto mais? Da Primavera, com toda a florescência que a acompanha.

Simplesmente, a Primavera tem limites temporais e as belas flores que germinam nessa estação do ano, com o tempo murcham e deixam cair as pétalas perdendo toda a sua beleza.

Tu, pelo contrário, a cada Domingo que te encontro, estás cada vez mais bela.

A vida que imagino ao teu lado, não será tão efémera como a da estação primaveril (três meses) e as tuas ou as minhas pétalas, não cairão em tão pouco tempo. Se quiseres, a nossa caminhada poderá durar o tempo das nossas vidas. O sentimento que me une a ti, leva-me a alimentar a esperança de que mais dia, menos dia, tenha enfim a coragem de te pedir em casamento. Se me amas como me dizes amar, não tenho dúvidas de viver contigo o resto da minha vida.

Pensa que se aceitares o meu pedido, a nossa vida poderá ser uma viagem que durará até ao fim das nossas vidas. Filhos, netos e (quem sabe?)  bisnetos, talvez sejam a par do nosso Amor, as nossas mais belas etapas.



Até Domingo, sonha comigo e recebe muitos abraços e beijinhos, deste que te ama imenso. M. A. R. Da Silva

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