sábado, 14 de abril de 2012

Amor de outrora!





Amor de outrora!









A vida que levo agora


Sedentário estou fora, do mercado


Do emprego do trabalho


Estou fora do baralho, indignado




Com tempo, pus-me a pensar


Que gostaria de amar, como outrora


Noutros tempos eu senti


O que não mais revivi, até agora




Gostaria de reviver


Tudo o que pude viver, outrora


Gostaria de ressentir


O que outrora pude sentir. Agora




Talvez por ser o primeiro


Tão puro e verdadeiro, não houvesse


Espaço neste meu peito


Para outro amor tão perfeito, que dê-se




Aquela paixão que foi


Tão forte que ainda dói, no peito


Aquele amor tão profundo


Do tamanho deste mundo. Perfeito




Só gostava de voltar


A poder assim amar. Agora


Encontrar o que encontrei


E sonhar o que sonhei. Outrora







Nunca
mais vivi, outro amor igual!




M. A. R.
Da Silva

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